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74% dos eleitores têm interesse por política

Índice cresce conforme aumenta o grau de instrução e a renda familiar mensal do entrevistado

Três em cada quatro eleitores brasileiros (74%) declararam ter algum interesse por política, sendo que 23% declararam ter grande interesse, 38% médio e 12%, pequeno. Um quarto (26%) não tem interesse algum.

O índice daqueles que têm muito interesse é mais alto entre os mais instruídos (38%, ante 21% entre os menos instruídos) e entre os que têm renda familiar de mais de 5 salários mínimos (46%, ante 18% entre os que têm renda de até 2 salários mínimos).

Na análise por intenção de voto para presidente, as taxas de interesse são semelhantes entre os eleitores de Lula (76% têm algum interesse, desses, 29% têm grande interesse, 38% médio e 10% pequeno) e de Flavio Bolsonaro (78% têm algum interesse, desses, 24% têm grande interesse, 41% médio e 13% pequeno).

A taxa daqueles que não tem interesse por política é mais alta entre os menos instruídos (37%, ante 27% entre os que estudaram até o ensino médio e 11% entre os que estudaram até o ensino superior), entre os que têm renda familiar mensal de até 2 salários mínimos (32%, ante 21% entre os que têm renda de mais de 2 a 5 salários mínimos e 10% entre os que têm renda familiar mensal de mais de 5 salários mínimos) e entre os que pretendem votar em branco ou nulo na eleição presidencial (62%).

Nesse levantamento, nos dias 18 e 19 de agosto de 2026, foram realizadas 2.058 entrevistas presenciais em 128 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE, sob o número: BR-04496/2026.

 

SE O VOTO NÃO FOSSE OBRIGATÓRIO, 56% DECLARARAM QUE IRIAM VOTAR NAS ELEIÇÕES DESTE ANO, E 43% NÃO IRIAM

Vontade de ir votar é mais alta entre os homens, mais velhos, mais instruídos e mais ricos

Caso o voto deixasse de ser obrigatório, a maioria (56%) iria votar nas eleições deste ano, ante 43% que não iriam, e 1% não se posicionou.

Observam-se taxas mais altas no interesse de votar entre os homens (59%, ante 53% entre as mulheres), entre eleitores com 60 anos ou mais (61%) na comparação com jovens de 16 a 24 anos (48%), entre os mais instruídos (69%, ante 49% entre os menos instruídos) e entre os que têm renda familiar de mais de 5 salários mínimos (75%, ante 49% entre quem têm renda de até 2 salários mínimos).

Na análise por intenção de voto para presidente, a taxa de interesse em ir votar é equivalente entre os eleitores de Lula (65%) e entre os eleitores de Flavio Bolsonaro (62%), e entre quem pretende votar em branco ou nulo esse índice cai para 12%.

A mesma pesquisa foi feita em outros períodos, e a disposição de ir votar mesmo sem a obrigatoriedade era mais baixo no levantamento anterior, de junho de 2015 (41%), e de 49% em agosto de 2014, em período equivalente da disputa eleitoral.

PARA 50%, HÁ CHANCE DE INTERFERÊNCIA ESTRANGEIRA NA ELEIÇÃO DESTE ANO

A metade (50%) dos eleitores brasileiros avalia que há chance de outros países interferirem na eleição brasileira de outubro. Dessa parcela, 32% avaliam que há chance de interferência e isso é um problema e 18%, que não é um problema. Para 43%, não há chance de outros países interferirem na eleição e 8% não opinaram.

Na análise por intenção de voto para presidente, não são observadas diferenças significativas entre os eleitores de Lula (para 36%, há chance de interferência e isso é um problema, para 10%, há chance e isso não é um problema e para 44%, não há chance de interferência estrangeira). Já entre os eleitores de Flavio Bolsonaro é mais alta a taxa daqueles que avaliam que a interferência estrangeira na eleição brasileira não é um problema (para 25%, há chance de interferência e isso é um problema, para 31%, há chance e isso não é um problema e para 38%, não há chance de interferência estrangeira).

(Da Redação)

(INF.\FONTE: Datafolha \\ Datafolha)

(FT.\CRÉD.: Valter Campanato \\ Divulgação)